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Makota Valdina presente!

Com muito pesar o grupo Calundu recebeu a notícia da passagem da nossa queridíssima Makota Zimewanga, a Makota Valdina.

Grande liderança afrorreligiosa, grande militante por direitos para o povo negro e para afrorreligiosas/os, a luta e vida de nossa agora ancestral inspirou desde o início o nosso trabalho. Foi ela, junto à mãe Beata de Iemanjá, quem cunhou o termo “racismo religioso”, conceito base de nossos estudos (cf. Flor do Nascimento – ver aqui). Se hoje defendemos nossas dissertações e teses calunduzeiras, muito devemos aos aprendizados que ela nos deixou.

Por todo o seu valor, fica aqui nessa breve e emocionada nota, nossa lembrança dessa grande senhora!

Makota Valdina, em sua tradição angoleira, que N’Zambi a receba em festa! A senhora lutou a boa luta, venceu e deixou seu legado. Tenha uma linda passagem junto a Mam’etu Matamba, que te encaminhará aos braços de te pai Nsumbu. Agradecemos por tudo!

 

Convite à submissão de textos – Revista Calundu v.3, n.1, jan-jun 2019

A Revista Calundu apresenta sua chamada para submissões ao próximo dossiê temático (volume 3, número 1, jan-jun 2019), a ser publicado no meio do ano de 2019. O tema será o seguinte:

(Re)Existência: relatos sobre existência e resistência afrorreligiosa.

Estamos particularmente interessados em textos que apresentem relatos de vivências tradicionais afrorreligiosas mesmo em meio à colonial modernidada socio-econômico-estatal englobante e/ou que problematizem a temática da resistência. Não publicaremos textos que informem estratégias adotadas por famílias e comunidades de terreiro para se manterem vivas, pois entendemos que essas não devem ser publicadas no cenário de amplo racismo religioso que impera na América Latina.

A data final para a submissão de textos é o dia 02/04/2019.

Acesse a revista clicando aqui.

Homenagem a mãe Stella de Oxossi

 

No apagar das luzes de 2018, dia 27 de dezembro, mãe Stella de Oxossi, Odé Kayodé, a grande iyalorixá do Candomblé do Ilê Axé Opô Afonjá, fez sua passagem à próxima morada – o Orun, conforme a crença nagô.

Mãe Stella, além de longeva liderança de sua comunidade de terreiro, foi enfermeira, escritora com assento na Cadeira n.33 da Academia Baiana de Letras e um grande ícone do ativismo afrorreligioso brasileiro. Voraz crítica ao sincretismo hodierno com o catolicismo (a iyalorixá não condenava o sincretismo realizado no passado, que mesmo forçado foi uma das estratégias de preservação de tradições empreendida pelo povo negro calunduzeiro e suas grandes mães de santo), a compreensão nacional de que o Candomblé é uma religião independente de quaisquer outras, assim como as demais religiões afro-brasileiras, é fruto direto de sua militância. A noção de que o povo de santo deve escrever seus próprios textos e sua própria história também é um dos ensinamentos que deixou. O registro escrito da episteme afrorreligiosa no Brasil, do conjunto de ensinamentos que reúne, sempre com respeito a fundamentos e à presença, à força e ao valor da oralidade, passa pelas lições de mãe Stella.

Mãe Stella de Oxossi foi uma grande inspiração para o grupo Calundu, que sentiu fortemente sua passagem. Todas e todos somos seres passageiros por este plano e temos por aqui nossa(s) missão(ões) a cumprir. Neste sentido, a morte é tão somente mais um passo natural em nossa existência. Ainda assim, a nós que ficamos, causa comoção a despedida de um ser querido – e mãe Stella de Oxossi era muito querida. Que possa seu pai, o caçador mor, recebê-la de braços abertos em sua próxima morada. E que possamos nós, que por aqui ainda estamos, seguir aprendendo com seus ensinamentos. E às/aos que também somos acadêmicas/os, como nós calunduzeiras/os, que possamos seguir honrando o legado dessa grande iyalorixá.

Reuniões públicas de 2018

O calendário de reuniões públicas do segundo semestre de 2018 já está pronto e pode ser encontrado aqui.

Este semestre será dedicado ao debate de textos que explorem a pluralidade afrorreligiosa no Brasil, em sintonia, assim, com o próximo número da Revista Calundu, que será publicado em dezembro.

Chamada para a submissão de artigos aberta para a Revista Calundu: V.2, N.2, jul-dez 2018.

A Revista Calundu está com chamada pública aberta para a submissão de textos para o segundo número de seu segundo volume, a ser publicado em dezembro de 2018 (v.2 n.2, jul-dez 2018). A data limite para submissão de textos é 1 de outubro de 2018.

Este próximo número da revista terá como tema a Pluralidade Afrorreligiosa. Assim, nosso interesse principal será a publicação de textos que apresentem e debatam formas variadas das religiões de matriz africana, suas manifestações, aparências, histórias, linhagens e lideranças, locais de prática, etc.

Por recebermos contribuições em fluxo contínuo, outros textos que não se encaixem nesta temática poderão ser, também, considerados para a publicação.

As submissões devem ser feitas via sistema, acessível neste site.

 

Novo cronograma de reuniões públicas

O Calundu realiza reuniões públicas quinzenais, sempre com debates de bibliografia sobre as religiões afro-brasileiras que variam entre textos revisionistas e mais atuais.

O Calendário reuniões públicas para o primeiro semestre de 2018 18 com a indicação dos textos que serão debatidos já está disponível aqui. 

Os encontros serão realizados sempre às quintas-feiras, 18h30, no ICS/UnB, andar térreo, sala de reuniões 1 do Departamento de Sociologia.

II Encontros Afrorreligiosos – 2017

O grupo Calundu convida a comunidade em geral para a Roda de Conversa: Alimentação, sacralização e cura nas religiões afro-brasileiras. Onde serão discutidas as suas práticas tradicionais, trazendo o debate que gira em torno de outras formas de concepção da ciência e como a questão do cuidar e da saúde está presente na dinâmica das comunidades afrorreligiosas expressando também formas de resistência.

Nesta roda debateremos especificamente as práticas do Omolocô, da Umbanda, Tambor de Mina Paraense, Candomblé e Jurema.

Estarão presentes facilitando o debate:

Pai Marcos de Xangô – Representante do Omolocô
Pai Juca – Representante de Umbanda
Mestre Renan Catimbó – Representante da Jurema
Beatriz Moura – Grupo Calundu
Representante do Candomblé (a confirmar).

O Evento será realizado no dia 25/10/2017 às 14h30 no auditório do Instituto de Ciências Sociais na Universidade de Brasília, Campus Darcy Ribeiro, e é aberto à toda comunidade.

O evento integra a Semana Universitária de 2017.

As inscrições podem ser feitas aqui.
Título ação: Semana universitária – Segundo (ou II) Encontros Afrorreligiosos

Curta e compartilhe o evento no Facebook do Grupo Calundu.

Contamos com a presença de todas e todos!

Chamada pública para a submissão de artigos aberta para a Revista Calundu: V.2, N.1, jan-jun 2018.

ATENÇÃO: Por decisão da comissão editorial, a data limite para submissão de textos para o primeiro número do segundo volume (v.2 n.1) da Revista Calundu foi ampliada para 1 de março de 2018

A benção a quem é de benção!

É com grande satisfação que Grupo de Estudos Calundu convida todo o povo de santo e/ou pesquisadoras/es de afrorreligiosidade a colaborar com o terceiro número da Revista Calundu, previsto para o primeiro semestre de 2018. Estamos particularmente interessados em textos que abordem Discriminação, intolerância e racismo religioso, tema que será abordado nesse volume.

A Revista Calundu é um periódico interdisciplinar e com características de extensão, isso é, aceita também textos livres, entrevistas e ensaios fotográficos produzidos por pessoas de fora do ambiente acadêmico desde que estejam dentro da nossa temática de atuação, as religiões afro-brasileiras e os modos de vida do povo de santo.

Se você é estudiosa/o de qualquer área do saber e tem com o que contribuir sobre o tema de nossa revista, ou se você é de fora do circuito acadêmico, mas também tem experiência com as religiões afro-brasileiras e deseja colaborar com a construção desse volume, seja bem vinda/o e submeta seu artigo, resenha, texto livre, entrevista e/ou ensaio fotográfico à nossa equipe editorial.

Para este volume, aceitaremos submissões até o dia 31.01.2018 01.03.2018. Os textos selecionados por pareceristas especializadas/os serão comunicados às/aos autoras/es com as devidas sugestões de revisão, caso existam.

Mais informações sobre as regras para publicações, para a avaliação e seleção dos textos podem ser encontradas aqui.

Axé, Nguzo

Comissão Editorial